5:09 am - quinta-feira outubro 23, 2014

Hospitais públicos do Maranhão enfrentam crise

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Dyego Rodrigues

No Dia Mundial da Saúde, celebrado no dia 7 de abril, o Maranhão não tem muito que comemorar. Hospitais fechados para reformas, leitos e corredores lotados, além de muitos pacientes aguardando atendimento nas filas de espera. Especificamente em São Luís, o Hospital Carlos Macieira (antigo Ipem) ainda é alvo de reclamações, apesar da assessoria de comunicação do órgão de saúde informar que os atendimentos têm sido realizados rotineiramente, sem reduções. Na casa de saúde Odorico Matos, popularmente conhecido como Hospital da Criança, apesar da excelente estrutura, a demanda excessiva de pacientes ainda causa muita dor de cabeça, tanto nos profissionais, quanto para quem precisa enfrentar a fila.
Ao contrário do que acontece no bairro da Alemanha, onde fica instalado o Hospital da Criança, no bairro do Parque Vitória, área pertencente ao município de São José de Ribamar, a situação ainda é bem pior, pois a Unidade de Pronto Atendimento, as polêmicas e conhecidas UPAs, foi construída há mais de um ano, mas ainda não foi inaugurada para atender a comunidade. Enquanto isso, a população residente da área alega frustrações e revolta com a proposta ilusória em que foi divulgada no período da construção da casa de saúde.
Dona Rosa Maria Gaspar, 43, agente de saúde, moradora da rua Karl Marx no próprio bairro do Parque Vitória relatou que já precisou diversas vezes de atendimento médico e teve que recorrer a hospitais localizados em outros bairros. A mesma situação em que a netinha de apenas sete anos também já passou. “A gente fica desesperada quando isso acontece, primeiro que já é um gasto a mais com táxi, porque ninguém vai para o hospital de ônibus, devido à fraqueza que acompanha a doença. Uma vez nós saímos rodando pelo Anil, Bequimão, e fomos parar no Centro”, relatou à moradora.
A situação relatada pela paciente foi confirmada por uma segunda vizinha que reside em frente à UPA e que informa que apesar de morar em frente à casa de saúde, não alimenta a esperança de receber atendimento no espaço. “Isso aí nem tão cedo vai funcionar. Todo dia eles falam uma data para a inauguração e no final das contas quem acaba sofrendo é a gente que não tem dinheiro para ir para um hospital particular e acaba tendo que gastar os últimos com transportes para ser atendido em outros bairros”, disse Flaviane Reis, moradora da avenida José Santana.

Nos corredores

O caos na saúde é desdobrado da rede pública estadual a municipal. Em março, a equipe de O IMPARCIAL flagrou no Hospital Municipal Clementino Moura (Socorrão II) pacientes internados em macas nos corredores, sem as mínimas condições de recuperação. Paralelo à situação, os funcionários ainda ameaçavam paralisar as atividades, caso a Secretaria de Saúde do Município (Semus) não realizasse novas contratações de profissionais para suportar a demanda excessiva, segundo eles, de pacientes que têm dando entrada regularmente na casa de saúde. Outro ponto reivindicado é a melhoria nas condições de trabalho e de atendimento na estrutura física do hospital.

De acordo com a técnica de enfermagem Maria de Jesus Barroso, concursada pela prefeitura e lotada na unidade, o excesso de pacientes vindos não só da capital, mas também do interior tem dificultado e comprometido o atendimento no espaço. Segundo ela, apenas 24 técnicos de enfermagem se revezam em cansativas escalas distribuídas ao longo dos sete dias da semana. Ela conta que são exatamente duas técnicas que ficam tomando de conta de aproximadamente 30 a 40 pacientes, cada uma. “Nós nos dividimos em várias equipes, mas apenas duas pessoas em cada plantão, por cada etapa. A situação é cansativa, além de ter de cuidar de muitos doentes”, comentou.

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